Desenvolvido no Ceará durante a pandemia do novo coronavírus, o Elmo é um capacete de ventilação assistida não invasiva que oferece uma pressão positiva contínua nas vias aéreas do paciente, através da regulação do fluxo de gases ( O2 e ar comprimido) oferecido ao paciente e de uma válvula PEEP, recrutando alvéolos, diminuindo o desconforto respiratório, melhorando a oxigenação e reduzindo assim, a insuficiência respiratória aguda hipoxêmica que acomete os pacientes com Covid-19, mas também poderá ser usado para outras doenças que comprometem a função pulmonar, como H1N1 e pneumonia.

Com redução de até 60% da necessidade de intubação orotraqueal (IOT), o Elmo é seguro tanto para pacientes como para profissionais de saúde, já que, além de um método de barreira, o ar exalado pelo paciente passar por um filtro HEPA ao sair do capacete.

A melhor indicação para uso do Elmo em casos de covid é a PREVENÇÃO da IOT, e não como resgate após falha outros métodos não invasivos de ventilação, pois, apesar de poder ser usado, não será tão eficiente.

Outras INDICAÇÕES incluem:
⦁ maiores de 18 anos.
⦁ Frequencia respiratória > 25 irpm
⦁ Necessidade de oxigenioterapia maior do que ofertadas por outros métodos, como:
⦁ O2 nasal > 4L/min;
⦁ Máscara de reservatório ≥ 8L/min O2;
⦁ Máscara Venturi 50%
⦁ Cateter nasal de alto fluxo (CNAF) até 80% de fluxo até 40 L/min

⦁ Gasometria até 1 h antes evidenciando hipoxemia moderada e ausência de acidose respiratória:
⦁ pH > 7,35
⦁ PaO2 > 60 mmHg
⦁ PaCO2 entre 30 e 45 mmHg, com PaO2/FIO2 ≥ 250 e > 120

⦁ Raio X ou tomografia computadorizada de tórax com opacidade parenquimatosas bilaterais nas últimas 24 horas.

CONTRAINDICAÇÕES valem para suportes de ventilação não invasivos, em geral, e incluem:
⦁ Torpor ou agitação psicomotora, desorientação, incapacidade de cooperar;
⦁ Glasgow < 8;
⦁ Exacerbação de Asma, DPOC, fibrose pulmonar ou outras pneumopatias;
⦁ Instabilidade hemodinâmica (PAS < 90 mmHg ou PAM < 65 mmHg) ou necessidade de drogas vasoativas;
⦁ Risco iminente de parada respiratória;
⦁ Pneumotórax ou pneumomediastino;
⦁ Acidose respiratória (pH < 7,35 com PaCO2 > 46mmHg);
⦁ Sinais de fadiga muscular respiratória ;
⦁ Náuseas ou vômitos;
⦁ Patologias do canal auditivo;
⦁ Uso de sondas nasoenteral ou nasogástrica;
⦁ Claustrofobia.

Ao optar pelo uso, alguns passos devem ser seguidos:
Passo 1 – mensurar circunferência cervical para o ajuste adequado do capacete ao pescoço do paciente.
Passo 2 – Montar o sistema ELMO corretamente e sem improvisos para não haver assincronias ou reinalação de CO2
Passo 3 – Verificar se há vazamento do sistema ELMO
Passo 4 – Instalação do Elmo e orientações ao paciente sobre o processo.
Passo 5 – Titular FiO2 com fluxômetros de 30 L/min, fornecendo fluxo total > 40 L/min
Passo 6 – Utilizar Cuffômetro para mensuração da pressão intra-Elmo, começando com uma CPAP de 10 cm H2O, preferencialmente.

Referências :
https://sus.ce.gov.br/elmo
Criado no Ceará, capacete Elmo reduz em 60% necessidade de internação em leitos de UTI – Secretaria da Saúde (saude.ce.gov.br)